“Visita” de vereadores à UPA de Araruama vira caso de polícia

Funcionários acusam Penha e Oliveira de invadir consultórios e incitar pacientes

Tudo corria normal no plantão médico da Unidade de Pronto Atendimento de Araruama da terça-feira (25). Até que por volta das 19h15, gritos são ouvidos nos corredores e uma intensa discussão se inicia entre os vereadores Penha e Oliveira da Guarda com funcionários. Devido à balburdia, PMs foram chamados.

Esta é a versão de cinco testemunhas, incluindo a Secretária de Saúde, Ana Paula Bragança, que dizem ter visto os vereadores fazendo algazarra na UPA. Segundo relatos, os vereadores filmavam as atividades da unidade com celulares. Até que Penha e Oliveira começaram a gritar reclamando de que não havia médicos nem maqueiros para atender os usuários.
Fato que é negado pelos maqueiros Walmir Ribeiro e Lusiomar Alves de Almeida. Eles disseram na delegacia que estavam na sala de raio X atendendo um paciente acidentado quando ouviram os gritos de Penha e Oliveira. Inconformados, os vereadores teriam invadido consultórios médicos. Um bate-boca se iniciou, então com a secretária municipal de Saúde, Ana Paula Bragança, que informada do que ocorria, chegou à UPA por volta das 19h55. Ana Paula, pediu que Penha abaixasse o tom de voz, pois o tumulto prejudicava o funcionamento da unidade assim como incomodava pacientes e servidores. Não foi atendida. Penha, então cobrou da secretária a lista de médicos que trabalham na UPA.

Para os funcionários que prestaram queixa na delegacia, a intenção dos vereadores era “inflamar” os usuários e provocar, talvez, um tumulto generalizado na UPA. Curiosamente, ela não foi a delegacia prestar depoimentos dos fatos.

Ao Jornal dos Municípios, Penha disse que “estão me intimidando, mas continuarei fiscalizando”. A vereadora tem contra si uma ação judicial por peculato na gestão do ex-prefeito Miguel Jeovani. O Crime “consiste na subtração ou desvio, por abuso de confiança, de dinheiro público ou de coisa móvel apreciável, para proveito próprio ou alheio, por funcionário público que os administra ou guarda; abuso de confiança pública”. De acordo com denúncia do Ministério Público, a então servidora pública recebia salários, mas não trabalhava.

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