Silva Jardim poderá ter eleição suplementar este ano

Se cassação da prefeita for confirmada pelo TRE

Os eleitores de Silva Jardim, pequeno município do interior fluminense, poderão ter de voltar às urnas antes do previsto para a escolha de um novo governante. É que a atual prefeita, Maria Dalva Silva do Nascimento, teve o diploma de vice-prefeita cassado pela Justiça, em decisão tomada pelo juízo da 63ª Zona Eleitoral, numa Ação de Investigação Judicial Eleitoral proposta pelo Ministério Público. Foi impetrado recurso em instância superior e se a decisão for mantida o Tribunal Regional Eleitoral poderá marcar uma eleição suplementar ainda para este ano. Maria Dalva assumiu a Prefeitura com a renúncia do titular, Wanderson Gimenes Alexandre, o Anderson Alexandre, que saiu para concorrer a uma vaga na Assembleia Legislativa.

Na mesma ação são citados os vereadores Adão Firmino de Souza, Roni Luiz Pereira da Silva e Jazimiel Batista Pimentel, o Miel da Biovert, além de Anderson Alexandre. O ex-prefeito e Roni estão presos desde o dia 30 de novembro do ano passado, acusados de serem peças importantes de um esquema de corrupção na Prefeitura.

Prisões e novo processo – As eleições municipais de 2016 foram marcadas em cima pelo Ministério Público, que já conseguiu na Justiça três decretos de prisão preventiva por conta de fraudes no processo eleitoral. No dia 14 de dezembro foram presas Thais Gabardo, assessora de gabinete da Prefeitura e Aline Cristina Garcia, chefe de gabinete da presidência da Câmara de Vereadores, por conta de uma ação ajuizada pelo MP por fraude em atas de convenções partidárias, nas quais foram escolhidos candidatos a vereador pela coligação que apoiou Anderson Alexandre. Na última quinta-feira (10/1), Daniella Correia da Silva decretou a prisão da vereadora Marcilene Mendonça Xavier, no âmbito do mesmo processo.

Também em dezembro a prefeita e o ex-prefeito foram denunciados pela Procuradoria Regional Eleitoral. A ação envolve ainda a secretária municipal de Saúde, Tereza Cristina Fernandes e uma dentista da rede, Martha Granthon.

Os quatro foram acusados de disporem de uma unidade móvel odontológica em favor da campanha do ex-prefeito a deputado estadual, com base numa operação feita em julho de 2018 por fiscais da Justiça Eleitoral, que apreenderam, na garagem da empresa de ônibus Redentor, em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio, a unidade móvel, que lá estava prestando atendimento em um evento. 

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