Marcelino da Farmácia: “Eu não sou ladrão”

Prefeito de Rio das Ostras desabafa em redes sociais e diz que é vitima de perseguição na Câmara

Depois de ser tachado de “fanfarrão” e ser duramente atacado, o prefeito Marcelino da Farmácia resolveu soltar o verbo. Em uma “nota de esclarecimento” – na verdade um vídeo de 13 minutos no facebook – Marcelino disse que “vem recuperando Rio das Ostras”, mas em um ano e um mês de gestão já foram criadas três CPIs para investigar seu governo. Bem diferente, do que ocorreu em anos anteriores quando, segundo o prefeito, obras superfaturadas foram feitas pela Odebrecht, sem que os vereadores mandassem apurar possíveis irregularidades.

O prefeito não citou o nome de seu principal adversário no Legislativo – o vereador Marciel (PTB) – mas lembrou que o “grupo da comissão de saúde” requereu documentação desta área referente há anos anteriores. “Esse grupo nada fez no governo passado. Em um ano e sete meses não fizeram requerimento, ofício, não abriram a boca para nada. É nítida a perseguição. Usam a Câmara para tumultuar a gestão pública. Dá nojo de ver como a Câmara se sujeita”, observou, acrescentando que a diferença de sua gestão para a anterior é que ele “não é ladrão, nem corrupto”.

_ A cidade vê que as coisas estão melhorando. Agora, pegar requerimento de 2015, 2016 e 2017…. O que fizeram em um ano e sete meses? Querem ser salvadores da pátria. É uma vergonha. Um interesse exclusivamente político.

– O prefeito disse que seus adversários espalhavam a ideia de que o Município era “uma Dubai” ou “ilha da fantasia”, quando a realidade era bem diferente: frota de veículos sucateada, falta de remédios nas farmácias básicas, tomógrafo quebrado há três anos, entre outros. De acordo com Marcelino, sua gestão é caracterizada por investimentos a ponto de Rio das Ostras, segundo ele, ser considerada uma das cidades com menores índices de criminalidade. “Por que a Segurança (Pública) é considerada uma das melhores do Estado? Todos os índices despencaram por causa de investimento. A Prefeitura está investindo na integração das polícias”.

Marcelino acusa os vereadores de oposição a pertencer ao mesmo grupo “que tentou tumultuar” o governo de Alcebíades Sabino (2013 a 2016), mas que ao assumir, ficou marcado pela omissão. O prefeito prometeu jogar duro com aqueles que atacam seu governo, sobretudo os secretários municipais, sem ao menos apresentar provas. “Quem falar qualquer coisa tem que provar. Eles estão de brincadeira. O momento é outro. Não vim para prefeitura para me enriquecer com o dinheiro público. Não vim para ser mais um. Vim fazer a diferença. Vou mostrar que tem como transformar Rio das Ostras com pouco e fazer muito: é só não roubar e fazer desperdício com a coisa publica. Quem pensa que cheguei para fazer gestão para grupos ‘estão ferrados comigo’. Meu compromisso é com a cidade. Quem gostou, gostou”, disse.

Força tarefa – O prefeito prometeu investigar os servidores admitidos em processos seletivos para apurar irregularidades em certificados e diplomas. Caso seja comprovada fraude em documentação, será aberto um processo criminal. “Além de exonerados serão processados”, finalizou.

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