Farmácia de Itaocara fatura alto na Saúde de Silva Jardim

Vendas de remédio a 240 quilômetros de distância somam quase R$ 5,5 milhões

Localizada a 240 quilômetros de Silva Jardim, a Farmácia Amaral de Itaocara continua tendo – pelo menos no papel – na Cidade do Mico Leão Dourado, na gestão do prefeito Anderson Alexandre (foto)  uma grande fonte de renda. De acordo com registros da Prefeitura silvajardinense, inscrita na Receita Federal sob o número 03.289.601.0001.02, a varejista de remédios recebeu entre os exercícios de 2012 e de 2017 quase R$ 5,5 milhões pelo fornecimento de itens que não integram a farmácia básica, medicamentos de uso contínuo, os que nos processos chamados de ‘obrigação de fazer’ a Justiça determina que o poder público assegure aos pacientes. Só este ano foram emitidas a favor dela quatro notas de empenho e o valor que consta como pago de janeiro até ontem é de R$ 1.228.406,70. Ao todo, aponta o sistema da administração municipal, o fornecimento custou R$ 915.768,17 em 2013, R$ 600.751,41 em 2014, R$ 1.600.986,33 em 2015 e R$ 1.149.867,71 no ano passado, gastos que talvez fossem menores se o governo comprasse nas distribuidoras pelo atacado ou mesmo em uma farmácia local, uma vez que, por uma questão de logística, a distância pode aumentar os custos.

Normalmente as entregas determinadas nos processos por “obrigação de fazer” são feitas semanalmente e há casos de a distribuição ser feita até diariamente. No caso de Silva Jardim essa entrega nunca ficou bem clara e há quem afirme que os remédios seriam entregues por uma farmácia local, que seria controlada por um parente de um ex-vereador. Ocorre, entretanto, que o CNPJ que consta como sendo do fornecedor, aparece no sistema da Receita Federal como da Farmácia Amaral de Itaocara que, ao que consta, não teria uma filial em Silva Jardim, e se tivesse e o fornecimento ficasse a cargo dela, o CNPJ que deveria constar como do fornecedor contratado seria o da filial e não da matriz.

A dúvida e os questionamentos existem desde 2012, ainda na gestão do prefeito Marcelo Cabreira Xavier, o Marcelo Zelão, ano em que foram emitidas as notas de empenho 000207 (R$ 11.097,28) e 000202 (R$ 379.672,39), um total de R$ 390.769,67, que consta como pago em 2013.  O corre que a Prefeitura não faz a mínima questão de esclarecer nada e a Câmara de Vereadores não se preocupa em apurar nada.

De acordo com os registros da Prefeitura na gestão do prefeito Anderson Alexandre foram emitidas 15 notas de empenho em favor do CNPJ 03.289.601.0001.02, as de numero 000294 (R$ 375 mil), 000198 (R$ 150 mil), 000219 (R$ 625 mil), 000242 (R$ 3.913,50) 000272 (R$ 200 mil), 000225 (R$ 150 mil), 000175 (R$ 600 mil), 000085 (R$ 250 mil), 000052 (R$ 274.248,59), 000003 (R$ 125 mil), 000257 (R$ 150 mil), 000139 (R$ 600 mil), 000032 (R$ 400 mil), 000244 (R$ 279.120,00), 000230 (R$ 600 mil), 000177 (R$ 150 mil) e 000063 (R$ 600 mil), com o valor registrado como pago de 2012 a este ano somando exatos R$ 5.495.780,32.

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