Para ex-diretor do Hospital da Mulher de Cabo Frio, hospital operou dentro dos “protocolos exigidos”

Entre novembro  do ano passado e julho deste ano, 26 bebes morreram 

Tudo normal, dentro dos procedimentos. Esta é opinião do médico Paul Hebert Dreyer, ex-diretor do Hospital da Mulher em Cabo Frio, onde 26 recém-nascidos morreram entre novembro do ano passado e abril deste ano. Segundo declarou ontem (11) à  CPI instalada pela Alerj,  todos os procedimentos de atendimento a gestantes na unidade cumpriam o exigido no protocolo do hospital. 

Hebert dirigiu o Hospital da Mulher entre julho de 2018 e abril de 2019. Foto: Rafael Wallace

Questionado sobre possíveis casos de violência obstétrica e de demora na realização de cesárea para retirar fetos natimortos – quando o bebê já está sem vida na barriga da mãe – ele alegou que os médicos são instruídos, de acordo com o protocolo do hospital, a realizar todos os exames para verificar a possibilidade de induzir um parto normal, que segundo ele, é o mais seguro para a paciente.

“Só optamos por uma cesárea quando não temos mais escolha, como determina o protocolo. O documento era impresso e tinha a assinatura de todos os médicos, ou seja, todos tinham ciência das normas. Isso era importante para que todos os plantonistas falassem a mesma linguagem, os medicamentos fossem normatizados e a condução médica fosse a mesma. Isso nos protegia inclusive judicialmente”, explicou o ex-diretor.

A presidente da CPI, deputada Renata Souza (PSol), disse que a presença do médico na reunião foi importante para esclarecer como eram realizados os atendimentos e como eram tomadas as decisões médicas no hospital. “O doutor Paul fez alguns atendimentos e conseguimos identificar algumas incongruências e problemas concretos em termos dos atendimentos e por isso foi importante ouvir o médico para que ele se posicionasse”, disse.

A deputada antecipou que na próxima segunda-feira (17/06), a comissão irá realizar uma nova audiência em Cabo Frio. “A gente quer abrir para a população do município esse debate. É importante sair da Casa e fazer esse trabalho em loco, ouvir quem utiliza desse equipamento público e quais dificuldades eles enfrentam na ponta”, argumentou a parlamentar. Estiveram na audiência os deputados Renan Ferreirinha (PSB), Subtenente Bernardo (PROS), Dr. Serginho (PSL) e a deputada Enfermeira Rejane (PCdoB).

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